10 de fev. de 2010

09/02/2010

Esse foi o dia que me empurram de um penhasco, onde eu já me colocava bem na beirada, e dizeram: "Que mudar? Então vai!"
Sempre achei que a vida é feita de ciclos. Ciclos que se fecham, outros que iniciam. Ontem, eu fechei mais um ciclo e comecei um outro completamente diferente. Foi tudo tão rápido que não deu tempo de parar pra pensar. No máximo respirar fundo e dizer: "vamos lá".
Como toda mudança, trago comigo um caminhão de medo, dúvida, desespero. Mas também tenho muita força, coragem e uma positividade que me surpreendeu. Quando mudamos, deixamos pra trás uma rotina para começar um novo mundo. É como nascer outra vez.
O que me tranquiliza é saber que tenho pessoas que me apoiam, me colocam pra cima, me fazem acreditar que sou capaz, acreditam em mim.
O que dói é não ver mais os tão queridos amigos e amores todos os dias, não compartilhar histórias, risadas, lágrimas, conselhos.
E hoje, conincidência ou não, porque eu já não duvido de mais nada, abri o jornal e li a seguinte previsão para o meu signo:

"Com Mercúrio em Aquário, mudança é a palavra de ordem. Amigos se afastam, relações se rompem, novas pessoas surgem. Surpresas de toda espécie podem acontecer."

1 de fev. de 2010

Amigo de 4 patas!


Meu cachorro estava doente. Era um poodle e tinha 14 anos. Diziam os veterinários que já havia vivido mais do que o esperado, pela quantidade de doenças. Mas sempre tive esperança de que fosse muito além. Seu nome era Jordy.
Jordy nos acompanhava desde o 1º mês de vida. Quantas histórias! Uma vez cismei de passear com ele sem coleira, pensava “ ele é bonzinho, não tem problema, não vai sair correndo por aí”. Pois é. Mas eu não imaginava que o meu anjinho fosse se deparar com uma galinha bem no meio da rua, ele nunca tinha visto uma galinha e, com 5 anos e muita enegia, a primeira reação foi correr atrás da ave. E lá ia eu, desesperada, correr atrás dos dois ladeira abaixo. Sem coleira nunca mais.
Mudamos de casa. Meu cachorro envelheceu e passava longas horas deitado ao nosso lado vendo televisão. Devia achar um absurdo tantos tiros, beijos, lágrimas e juras de amor. Gostava de, simplesmente, ficar ao nosso lado. Ao olhá-lo, tínhamos uma sensação de conforto. Às vezes se levantava, botava a cabeça nas nossas pernas e mexia as orelhas. Sua boca se esticava. Tinha a impressão de que era um sorriso.
Há algum tempo começou a ficar doente. Ainda parecia saudável. Seu pêlo branco já não era mais tão vistoso e macio. A cada dia uma nova doença. Começou a tomar remédio pro coração. Além da insulina, que já tomava desde os 8 anos, todos os dias.
Nos últimos meses, levei-o ao veterinário dezenas de vezes. Às vezes voltava melhorzinho, noutras nem tanto. No fundo, sabíamos que não havia mais o que fazer, mas não podíamos simplesmente deixá-lo morrer. No último final de semana, ele teve um AVC e fomos às pressas ao veterinário. Ficou internado. Hoje, fomos visitá-lo com a esperança de encontrá-lo melhor, mas nem tudo é como queremos. Estava vivo, se é que se pode chamar de vivo um cachorro que não anda mais e geme de dor. As palavras do veterinário não nos deram outra opção que não fosse abreviar seu sofrimento. Saímos de lá, eu e minha mãe, com o coração partido. Mas fizemos o melhor. Quem já amou um cão entende minha dor.